sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Era uma vez....

       Era uma vez uma simples camponesa que assim como suas irmãs e amigas sonhava com um futuro mágico, cheio de brilho e perfumes, mas que vivia com o pé na lama. Ela acordava cedo para ajudar na plantação de seu pai, colhia dos frutos da terra, mas seus pensamentos vagueavam para muito longe dos cercados que contornavam as plantações, ela sonhava em um dia conhecer um príncipe que a levaria para bem longe dali e mudaria a história de sua vida para sempre. Mas a realidade era cruel e muito diferente de seus sonhos mais profundos, quando ela chegava em casa depois do longo dia de trabalho olhava para si mesma em um espelho pequeno e embaçado que ficava em um cantinho da casa e pensava "Eu nunca vou me casar com um príncipe! Olhe para mim! Tão suja, cheia de lama, não sei nem falar direito!" E desatava em prantos silenciosos, para que ninguém de sua família suspeitasse de seus lamentos e risse de seu sentimentalismo. Dormia em meio às lágrimas para no dia seguinte voltar a mesma rotina de sempre, ao menos a natureza de alguma maneira conseguia trazer brilho a sua vida tão simples. Ela era uma sonhadora que amava os cantos dos pássaros e fechava os olhos para escutar a música que os ventos produziam ao passar entre as folhas, algumas vezes a música parecia ser para ela, uma doce melodia que revelava algo além de sua vida pacata.
       Dias se passaram até que um dia um príncipe apareceu em sua região. Ele era um músico e a camponesa logo se encantou com sua doce voz. Teria ela uma chance com esse príncipe cantor? Ela deveria tentar. Acordou na manhã seguinte bem cedo, arrumou-se e foi até as plantações entoando canções que sua mãe havia lhe ensinado quando criança. O príncipe que passou por ali alguns momentos depois se encantou com sua doce voz, pegou seu instrumento de cordas e começou a cantar junto a ela. Parecia um sonho, não, era mais lindo que um sonho pois ela podia sentir e ouvir claramente. Mas, a "doce" realidade durou pouco, a camponesa logo percebeu uma aliança na mão direita do príncipe  que para sua surpresa revelou-lhe ser noivo de uma princesa e que estava para se casar em poucos dias. Suas esperanças acabaram e o príncipe lhe pareceu um sapo. Como ele ousava cantar junto a ela e fazê-la de boba? Essa foi sua primeira ferida em seu coração, descobriu que a vida era cruel e que ter seu coração partido doía mais do que viver um sonho que nunca se realizaria.
          Mais alguns meses se passaram, a frágil camponesa voltou a sonhar com seu conto de fadas enquanto os pássaros cantavam, mas a música não era mais a mesma, um coração partido nunca volta a escutar a mesma canção com o mesmo espírito. Outro príncipe apareceu nos arredores de sua região, todas as meninas falavam de sua beleza e a camponesa voltou a sonhar, mas sonhava agora não com tanta intensidade. Porém, quando viu o príncipe, parece ter encontrado o significado da palavra príncipe encantado que vivia em seus contos. Ele era o homem mais lindo que já tinha visto, tão lindo que parecia um anjo. Quando seus olhos se encontraram com os dele, não teve dúvidas de que estava novamente apaixonada. Sonhou por dias com ele e sobre como seria sua história se ele a pedisse em casamento. Ela precisava fazer algo, queria ao menos escutar o som de sua voz. No dia seguinte soube que ele falaria em público, não fazia ideia do assunto, mas sabia que estaria presente. Se arrumou, com sua roupa mais bonita, que ainda assim era simples demais, mas tinha certeza que se tivesse oportunidade de falar com ele, faria o possível para mostrar quão doce e amável ela era. Chegou no meio do discurso, ele falava sobre assuntos políticos e ela demoraria para esquecer as palavras que ouviu. Nunca escutara tamanha arrogância. Ele falava dos pobres camponeses como se fossem a camada que trazia o desgosto ao Império, dizia que era melhor que trabalhassem e produzissem pois era nisso que se resumia sua existência. A camponesa se sentiu menor do que a mais baixinha das crianças. Sentiu sua honra ferida e as duras palavras penetrando seu coração que sangrava novamente. Pensou em como era boba em pensar que um dia seria mais do que uma simples colhedora das plantações. Era melhor se conformar afinal, os pássaros e o vento eram melhores amigos que seus sentimentos.
       Mais tempo passou e sua vida parecia voltar ao normal. Esqueceu dos príncipes, das histórias, dos contos de fadas e se concentrou em seu trabalho. Um dia, ao final da tarde, quando arrumava umas velhas caixas que estavam escondidas a anos embaixo de sua cama, encontrou algumas folhas velhas e amassadas. Havia alguns escritos ali, mas ela só conseguia decifrar algumas frases. Ligou seu pequeno abajur na cabeceira da cama e leu o que não havia se consumido com o tempo, dizia: "Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai". Eram as mais lindas palavras que vira em toda a sua vida. Quem era esse que tinha palavras tão puras e profundas. Seu coração parecia curar cada vez que repetia essas palavras para si mesma e guardou-as em secreto, sabendo que o escritor delas seria para sempre o seu amado e que esperaria por ele, mesmo que ele nunca viesse ou fosse apenas uma sobra do passado. Voltou às suas caixas embaixo de sua cama, esperando encontrar mais alguns escritos de seu amado, mas nada encontrou a não ser papéis queimados e rasgados. Nada poderia fazer a não ser esperar. E ela esperou. 
       O inverno daquele ano passou, as primeiras flores da primavera começaram a brotar, trazendo consigo o doce aroma entesourado para essa  época do ano. Juntamente com a primavera, chegaram nas redondezas, um grupo de pessoas, contadores de história de um livro - era assim que os plantadores passaram a chamá-los. Dos que tinham a oportunidade de escutar suas histórias, duas reações eram comuns: ou os achavam loucos, por acreditarem que as histórias do livro eram verdadeiras; ou voltavam totalmente diferentes, como se a história tivesse mudado suas vidas para sempre, virando também contadores da história do livro. A humilde camponesa, que nunca deixara de gostar de contos de fada, foi ao encontro dos contadores de história, mal podia esperar para escutar as palavras que estavam causando reações tão adversas. Se assentou junto à pequena roda de pessoas que se aglomerava ao redor dos contadores, ansiosa para escutá-los. Sim, ela estava ansiosa e esperando uma história impressionante, mas nada que tivesse imaginado se comparava a surpresa das palavras que escutou assim que se sentou. A mesma frase que a acompanhara e aquecera seu coração no inverno frio e solitário, era a frase que estava sendo falada naquele momento: "eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai". Seus olhos se encheram de lágrimas novamente, mas dessa vez eram lágrimas de alegria, pois aquelas palavras pertenciam ao Autor da história que estava narrada no livro. E a história do livro era a história do próprio Autor e de seu grande amor que naquele momento era contada por aqueles homens. A história tinha um começo grandioso, um cenário grandioso, onde feitos do Autor brilhavam em poder! Infelizmente a história seguia de maneira trágica, ilustrando o grande amor do Autor e a constante fuga e desonra de sua amada. Mas o final, ah, o final! Era indescritível, inimaginável, incrível! O próprio Autor dando sua vida por sua amada, no que certamente era o momento mais trágico de todo o livro, mas não permanecendo morto, pois nem a morte era grande de mais comparada ao Autor, que volta, restaurando a honra de sua amada. Naquele mesmo instante, a camponesa soube que a história era real, como poderia não ser? A história tinha vida, que pulsava através de suas páginas, vida capaz de transformar e tocar outras vidas, inclusive a dela. Não, ela nunca mais seria a mesma, pois a melhor parte da história, era que o Autor estava vivo e que também queria transformar seu coração endurecido, se ela tão somente acreditasse nEle e o deixasse entrar em sua vida. Não havia dúvidas, ela queria, aliás, ela poderia gritar, cantar, dançar, dizendo "Eu quero!".
       A partir daquele dia, ela nunca mais seria a mesma, agora ela sabia que era amada e que continuaria sendo amada para todo o sempre. Ela havia encontrado o único príncipe capaz de amá-la da maneira que ela precisava, com perfeição e intensamente. Ela não podia vê-lo, mas sabia que estava em seus pensamentos e sonhos e que um dia viria buscá-la, como prometido no livro. E ela esperaria o tempo necessário, mesmo que ainda tivesse que passar por muitos invernos frios, nunca mais estaria sozinha.
        E o tempo passou, a camponesa casou com um camponês que também acreditava no Autor da história e aguardava sua volta. Ela o amou muito, pois com o coração pulsando com o grande amor do Autor, ela finalmente estava pronta para amar alguém tão imperfeito quanto ela, mas que caminhava ao seu lado, rumo ao "Felizes para sempre". Ah, ela viveu feliz, muito feliz ao lado de seu marido e filhos que chegaram depois, mas esse é só o começo. Pois depois de muitos invernos, em uma escura noite, uma voz nunca ouvida, mas familiar, a chamou em meio a seu sono, ela não sentiu medo pois o sorriso que viu a seguir, ela sabia de quem era. O Autor havia vindo buscá-la, como prometera. Ela sorriu de volta e segurou em suas mãos firmes, às mesmas que a sustentaram durante toda sua vida. E então, uma nova história começou, uma história tão bela e perfeita que somente o grande Autor poderia escrever, e Ele está escrevendo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Fazendo a Diferença

"Não deixe que a rotina faça com que você se acomode" - é o que tenho dito para mim mesma ultimamente. Vejo os mesmos lugares, converso com as mesmas pessoas, faço as mesmas coisas dia após dia, é tão fácil simplesmente "tocar pra frente" porque tentar fazer diferente, na maioria das vezes, ASSUSTA. E com isso, não quero dizer que devo abandonar minha rotina, meus compromissos, mas que deveria ao menos tentar mudar o que sei que devo dentro da minha caminhada diária.
Por exemplo, vivo dizendo que não tenho facilidade para memorizar versículos, de tanto dizer isso, parei de tentar, acreditando cegamente que não conseguiria. Tentar de novo parecia cansativo, até que esses dias li uma frase que questionava a maneira que tentamos: "quando dizemos que tentamos, será que tentamos até que todas as possibilidades se esgotassem?" No meu caso, sabia que não. Então resolvi mudar, dentro da minha rotina acharia uma maneira de memorizar versículos e comecei, logo descobri, que se escrevesse eles tinha muito mais facilidade de lembrá-los.... duas semanas depois, tinha decorado todo o primeiro capítulo de Filipenses. 
Esses dias me surpreendi quando uma menina de 12 anos aceitou meu convite e veio a Igreja. Fiquei pensando "que raridade, difícil alguém aceitar um convite sem ao menos ser conhecido da pessoa", mas daí refleti, qual era a última vez mesmo que tinha convidado alguém na rua para ir a Igreja??? (nem consegui lembrar a resposta para essa...). Costumamos tachar algo como impossível, mas se deixássemos o Deus do impossível agir, veríamos que a maioria das coisas que entendemos como raridade, na verdade poderiam ser acessíveis. 

O Deus Todo Poderoso espera que façamos a diferença e que façamos diferente. Que andemos ao lado de nossos amigos e inimigos, mas não sem rumo, não sem objetivo. Que sigamos em frente, mas olhando para o alto. Que rumemos em direção ao caminho que Deus nos mostra, sabendo que Ele tem um plano incrível e único para cada um de nós que fomos alcançados por sua graça.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Há Tempos

Hoje, ao olhar para trás , percebo que tudo que já aconteceu em minha vida, aconteceu no momento certo. Apesar, de muitas vezes, o momento certo, na época, parecer o momento errado (é sempre mais fácil entender os acontecimentos depois de passarmos por eles). Há fatos que ainda não compreendo, mas creio que inclusive o tempo de compreendê-los está determinado.
Nasci no tempo  certo, apesar de defender valores que estão desaparecendo nos dias atuais, acredito que o tempo é certo justamente por isso, para que eu faça a diferença. Tenho uma família que amo, amigos que amo e tenho certeza que Deus pensou em cada um desses desses detalhes, para que eu estivesse aqui exatamente no tempo de vida dessas pessoas maravilhosas.
E quanto à morte? Sei que há um tempo determinado para ela também, o que é um grande consolo, pois sei que nunca eu ou as pessoas que amo partiremos antes da hora certa. Nada foge do controle soberano de Deus.
Houve tempos em que plantei, aliás, plantamos ações todos os dias, minutos e segundos. E sim, sempre há tempo de colher o que plantamos, quer nossas ações tenham sido boas, quer nossas ações tenham sido más.
Há tempo de matar, penso que a luta por matar aquilo que destrói nossas vidas, o pecado, é constante. Mas há o tempo de cura, período em que as feridas deixadas pelo erro, por outros, ou por circunstâncias começam a cicatrizar. Ah! E o maravilhoso é que mesmo em processo de cura podemos ajudar a curar outros ao nosso redor, com certeza, estamos cercados de pessoas feridas.
Tempo de derrubar. E como construímos coisas inúteis em nossas vidas! É necessário ter coragem para derrubá-las e reconhecer que muitas vezes construímos sobre a areia. Também há tempos de derrubar os muros que construímos ao nosso redor, muros que construímos para que ninguém nos "fira" novamente. É arriscado, mas viver é sinônimo de não desistir de tentar.
Porém, também há tempos de edificar. Construir planos e sonhos. Deixar que Deus seja a Rocha a sustentar nossas construções enquanto trabalhamos incansavelmente para que nosso edifício não seja medíocre.
Houve tempos em que chorei. Tempos esse que pareciam intermináveis. Chorei de saudades, chorei de medo, chorei pelas feridas que demoravam a cicatrizar. Mas esse tempo se vai assim como a lágrima seca e desaparece. Então, chega o tempo de rir, rir por ser amada, rir por ter amigos, rir por vencer desafios, rir por acreditar que as promessas de Deus nunca falham.
Há tempos de fazer coisas simples e rotineiras como ajuntar e espalhar pedras.
Sim, há tempos de abraçar. Tempos em que as palavras não conseguiriam trazer o consolo necessário ou expressar a alegria de um momento. Mas há tempo de afastar-se de abraçar, tempos em que a solidão é necessária para que compreendamos o que realmente é a vontade de Deus.
Houve tempos que busquei, busquei alcançar metas, busquei amigos, busquei... mas também houve tempo em que perdi muitas das coisas que havia buscado. Mas nunca perdi o que busquei em Deus. Lembro do versículo que diz: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". O mundo... eis algo que vale a pena perder.
Tempo de guardar. Guardar lembranças. Há lembranças que lutamos para não esquecer, lembranças de pessoas que amamos e que já se foram. Mas há lembranças que também precisam ser jogadas fora, esquecidas, pois guardá-las só trará amargura às nossas vidas.
Há tempos de falar e tempos de se calar. O problema é houve tempos em que confundi os dois. Mas há muita sabedoria em saber o tempo certo de se falar e o tempo certo de ficar calado, a palavra dada a seu tempo tem mais força do que a própria força física. Em compensação, a palavra no tempo errado, pode destruir o que deveria ficar de pé.
Também há tempos de amar e tempos de aborrecer. Talvez o mais difícil seja o tempo de esperar. Porque se não aprendemos a esperar, passaremos a odiar e consequentemente não viveremos o tempo de amar. Esperar é difícil, mas ao mesmo tempo gratificante pois esperar produz perseverança e essa é uma qualidade digna de honra.
Também vivi em tempos de guerra. Tempos em que precisei lutar para não desanimar. Tempos em que eu me sentia pequena demais perto das circunstâncias horríveis que me cercavam. Mas é nos tempo de guerra que mais aprendi. Aprendi a confiar em Deus, aprendi que a dor molda nosso caráter e que nem sempre perder é sinônimo de fracasso, pois nas derrotas aprendemos a vencer. E foi nos tempos de guerra que aprendi a caminhar com Deus, que aprendi a descansar em Deus. Então vêm os tempos de paz, onde renovamos nossas forças, onde curamos as feridas e nos preparamos para lutar novamente até o tempo que nos foi determinado.


Pensamentos sobre Eclesiastes 3: 1-8

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fragmentos

Passei o ano inteiro esperando por janeiro, acho que assim que as aulas iniciam todos começam a contar os meses, semanas e finalmente dias para a chegada das férias (especialmente quando as provas finais se tornam visíveis na agenda, estudo porque penso: é só mais um pouquinho!). Minhas férias chegaram e assim como chegaram foram embora (cruel não?) ¬¬ mas vou contar um pouquinho sobre o que o início do ano me trouxe, ou melhor, sobre o que Deus me trouxe no início do ano, what a wonderful Dad! =)

A Cidade Maravilhosa. Sim! Passei 3 semanas de janeiro no Rio de Janeiro! Que presentão! Amo o Rio e cada vez que vou pra lá sinto como se pouco tivesse mudado dos anos que morei lá. Amo o clima, as pessoas, a vida carioca. (Só não amo o metrô lotado das 18 hs, nada confortável haha). Gosto do jeito despreocupado das pessoas, gosto de andar de chinelo por qualquer lugar e de brincar um pouco com o sotaque. E amo olhar o mar, ah, é umas das melhores partes! 

Reencontros. O bom de sentir saudades é que em alguns casos vocês pode matá-la. Isso mesmo! Reencontrei muitos amigos que fazia muito tempo que eu não via, é tão bom rever pessoas que você ama e perceber que a verdadeira amizade o tempo e a distância não destroem. Thaís, Dâmaris, Bianca, Joyce, Renata, Rebecca! Foi ótimo passar um pouquinho de meu janeiro com vocês! Também revi algumas famílias de Igrejas que frequentávamos anteriormente no Rio, pessoas que eu não via há mais de 8 anos! Deus é Incrível e com certeza isso foi muito especial pra mim. O melhor é saber que esse ano ainda terei mais reencontros! (vc já pensou em como o aeroporto é o pior e o melhor lugar ao mesmo tempo? penso nisso sempre... - e torço pelas lágrimas de alegria e não de despedidas)

Histórias Reais. Tive a oportunidade de escutar o testemunho de pessoas que perderam amigos ou parentes na tragédia de Teresópolis do ano passado. Pude ver um pouco do desastre causado na cidade, mas esse é pequeno perto do desastre das perdas. Pessoas que ficaram 12 hs presas pelos cabelos em cercas, mães que sobreviveram mas não puderam fazer nada ao ver seus filhos serem levados, outros que acordaram no dia seguinte para ver seus quintais cheios de corpos. Só pude pensar "Deus, obrigada por não ter sido eu." Nunca passei por um sofrimento desses, e nem sei como encararia algo desse tipo, só posso dizer que não sei o que seria daquelas pessoas se não fosse Deus.

Casamento. Pude estar com minha família no casamento da minha amiga Becca. Foi lindo demais, um dos casamentos mais lindos que já vi! Ela chegou em um carruagem com cavalos brancos, tinha tochas de fogo e muitas muitas flores. Perfeito! E o melhor foi ver a felicidade dela e de sua família. É difícil não se emocionar.... Oro para que ela seja muito feliz e pra que Deus abençoe essa união =)

Bodas de Prata. Que benção poder ver meus pais completando 25 anos de casamento! Digo benção porque tenho visto muitos lares destruídos ao meu redor e poucas pessoas valorizando o casamento, sou privilegiada por ter pais que se amam e me amam e que tem tanta história pra contar! Eu e minha irmã vivemos os últimos meses procurando fotos antigas, escutando histórias de outros sobre nossa família, relembrando momentos especiais... nunca vou esquecer desses meses, foi um presente de Deus :) mal posso esperar pelas Bodas de Ouro hahaha

Clubes Bíblicos. Começamos o programa de Clube Bíblicos do PV-Sul para adolescentes em nossa Igreja em fevereiro. Foi uma grande surpresa ver como deu certo e como os adolescentes estão empolgados. Mais importante que isso, é muito bom ver Deus trabalhando na vida de nossos adolescentes e vê-los tendo seu caráter transformada a luz da Palavra de Deus. Pela primeira vez na minha vida tenho um grupo de discipulado de meninas adolescentes e tem sido um desafio pra mim, aliás, podem lembrar de orar por mim nesse sentido? E pela vida espiritual dos adolescentes e dos líderes, que acima de tudo sejamos humildes e prontos para servir e amar.

UFRGS. Minha vida universitária tem sido o caos, lol, quanto mais o curso anda mais desafios aparecem. Tá certo que eu não fiz a escolha de curso mais fácil (matemática), mas é algo que eu amo, mesmo exigindo muito de mim. Esse semestre estou fazendo meu primeiro estágio e tendo a oportunidade de trabalhar com crianças com inclusão, estou encantada com essas crianças e pelo amor que demonstram (me faz entender melhor porque Cristo disse que qualquer um quisesse entrar no reino dos céus deveria se tornar como criança....). Tenho estudado as estrelas e mandarim, esses são por hobbie... ah! se eu pudesse estudar tudo que eu gostaria! pobre agenda....

Na verdade, ainda muito mais coisas aconteceram nesse início de ano, mas  vou ficando por aqui. Mal posso esperar pelo que ainda está por vir e pelo surpreender de Deus (uma de suas especialidades)! É engraçado ver como tantas vezes ficamos ansiosos por coisas que estão pela frente e quando elas passam vemos que estamos vivos e que tudo está bem. Ou quando estamos cansados de orar e esperar por algo, mas olhamos pra trás e vemos tantas bençãos que é impossível pensar que Deus não está ouvindo.



    




P.S. Obrigada por me fazer esperar tantas vezes Deus, sei que sempre vale e sempre valerá à pena. :)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Deus criador dos Céus

Hoje estava pensando sobre o versículo 1 do Salmo 19, que diz: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos." Normalmente, quando leio esse versículo, gosto de abrir a janela e ficar observando a Lua e as estrelas enquanto penso: Como Deus é grande! Mas, como ainda estou de férias (hihi), resolvi fazer algo diferente hoje, enquanto pensava sobre esse versículo, decidi pesquisar imagens sobre o Universo. Entrei no site da Nasa e comecei a vasculhar as galerias de imagens de Astronomia. O que eu pensei que levaria minutos, na verdade durou mais de uma hora. Assim que comecei a ver as imagens, não conseguia mais parar de olhar para elas, é incrível! Ok, mas não vou ficar falando, porque realmente não tenho palavras para descrever tamanha beleza, vou postar algumas das imagens abaixo, leia novamente o versículo e tire suas conclusões... =)




















"Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! Sobre toda a terra esteja a tua glória!" Salmos 57:11




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tão simples, tão complicado

A coisa mais estranha sobre gostar de escrever é que as palavras nunca são boas o suficiente. Tenho pensado em coisas para postar, mas cada vez que começo digo para mim mesma: "Hoje você não está inspirada, tente outro dia", levei um susto quando percebi que meus dias viraram meses então vou tentar algo hoje.
Estou de férias, traduzindo: estou lendo muitos livros. Um em especial que gostei muito de ler foi a biografia de Jorge Müller. Aprendi muito com seu exemplo. Ele se destacou por suas orações, vivia por meio delas e não
ousava fazer nada sem orar antes. Por tanto orar, teve muitas orações atendidas (faz sentido, não?). O engraçado, e com certeza "engraçado" não é a palavra certa, é que seu princípio era simples demais! Ele ousou acreditar que Deus responderia suas orações e sustentou até 2000 crianças por suas orações em orfanatos que ele construiu (o dinheiro para construir os orfanatos também veio por meio de orações, loucura?).
Quando terminei de ler o livro me senti completamente motivada, queria logo colocar em prática aquele exemplo de fé extraordinária e comecei a orar muito sobre muitos assuntos. Essa foi a parte fácil, conversar com Deus, agora, a parte que diz respeito a esperar a resposta de Deus não foi nada fácil. Comecei a observar como sou impaciente. É tão natural começar a fazer planos sobre como agir e tomar a iniciativa ao invés de esperar em Deus! É como se eu elevasse uma mão a Deus em oração e com a outra começasse a mexer os pauzinhos para Deus atender meus pedidos da maneira que eu achava mais "inteligente". Como um princípio tão simples pode ser tão difícil de colocar em prática?
Passei a citar para mim mesma o versículo que Jorge Müller usou como base de sua confiança: "Abre sua boca e a encherei." Algumas semanas atrás testei novamente minha fé. Orei pedindo que Deus providenciasse o dinheiro para uma das adolescentes de minha igreja ir em um acampamento cristão. O detalhe é que só tinha aquele dia para o dinheiro "surgir" de algum lugar e me propus a confiar que Deus proveria de alguma maneira (eu só não fazia ideia de qual seria). Passei o dia levando isso a Deus em oração e no final do dia, sem sinal algum de dinheiro, senti que minha fé era pequena demais. A coisa mais incrível, é que nos últimos momentos, Deus respondeu de maneira inesperada, o dinheiro veio de algumas doações, sobrando ao final 5 reais! Eu nem podia acreditar! Deus realmente tinha agido, por meio das orações, sem eu mover meus preciosos "pauzinhos". Aprendi muitas lições aquele dia.
A batalha continua, descansar em Deus enquanto Ele age sempre foi um desafio para mim, mas já provei e tenho provado como Ele é fiel. Esses dias estava meditando no capítulo 1 de Filipenses e pude relembrar através do testemunho de Paulo que nada do que aconteceu no meu passado, nada que aconteceu hoje ou acontecerá amanhã escapa do planejamento de Deus. Na maioria das vezes é a nossa visão humana e nossa falta de confiança que não permite que compreendamos os seus propósitos. Mas nunca, NUNCA, nossa falha opinião é capaz de mudar a soberania de Deus. Se confiarmos ou não, seus propósitos se cumprirão, a única diferença será a maneira de encararmos isso. A beleza da fé e da oração é algo incrível e desfrutá-las é uma escolha diária. O hoje já se foi, mas amanhã será um novo dia. Você escolherá confiar em Deus? Eu escolherei confiar em Deus? Oro para que a resposta seja sim.