quarta-feira, 24 de julho de 2013

De volta ao começo

Abre parênteses. E no meio de trabalhos de fim de curso, especialmente tentativas de começar meu TCC, pensei: hoje vou tirar um tempinho pra fazer algo que gosto muito e que há tempos não faço, ESCREVER". Fecha parênteses.

Hoje estava lendo o último capítulo do livro de João e até fiquei um pouco triste, gosto muito desse evangelho, da maneira como João escreve e quando ele diz em seu último verso: "Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos", realmente penso "porque você não escreveu mais livros sobre Jesus, amado João?", mas sei a resposta, ele escreveu exatamente o necessário e suficiente, segundo a inspiração de Deus. 
E entre esse necessário e suficiente, nesse último capítulo me deparo com uma história que muitas vezes se entrelaça com a minha. Na verdade, o mesmo sussurro de Cristo a Pedro, é o que muitas vezes ecoa em mim "tu me amas?". Mas vou falar um pouco sobre a maneira que enxerguei essas história hoje, porque por mais que leiamos as histórias da Bíblia, nunca saberemos os suficiente, sempre enxergaremos mais... então, eis o que vi hoje:

Vi Pedro, João, Tiago, Natanael e Tomé. Os vi pescando, como tantas vezes antes já os vi. Eles estão mudados, muito mudados. Viveram experiências que muitos gostariam de ter vivido. Eles viram a Cristo. Eles foram chamados amigos de Cristo, e andaram com Ele lado a lado, vendo de perto seus milagres e ensinos. Eles com certeza mudaram... viram seu mestre morrer, sua esperança aos poucos desaparecer... Mas então ele ressurgiu! E agora eles podiam ver e entender muito do que antes estava oculto. Eles tinham andado com Deus e suas vidas nunca mais seriam as mesmas... Mas, espere, onde eles estão mesmo? Pescando e sem sucesso... isso me lembra algo... já não aconteceu antes? Sim, volto as páginas de minha Biblia para Lucas 5 e encontro Pedro, Tiago e João pescando sem sucesso. E então Jesus aparece e lhes diz para lançarem a rede no mar, e as redes se enchem de peixes. Pedro exclama "Senhor, retira-te de mim, pois sou pecador" e Cristo diz que ele seria um pescador de homens. Você não sorri quando vê esse cenário? Lá, no início da jornada dos discípulos com Cristo, vemos Cristo dizer seu plano para a vida de Pedro. Agora, depois de anos juntos, vejam tudo o que viveram! E lá estão eles no mesmo cenário, barcos, praias, pouco peixe e Cristo aparece e diz lancem as redes e novamente, como lá no início, as redes transbordam! E eles imediatamente reconhecem aquele a quem seguiram... como não reconhecer?! Uma cena que mudou sua vida no passado e que agora era revivida para que eles relembrassem do propósito de Cristo para suas vidas. Então João grita "É o Senhor!" e Pedro se joga nas águas para correr em direção ao seu Mestre e amigo. Como eu gostaria de estar lá para saber tudo o que conversaram! Mas uma parte da conversa nos é revelada... Cristo pergunta três vezes a Pedro: "tu me amas?" e três vezes Pedro responde sim, então três vezes Cristo diz a Pedro "apascenta o meu rebanho". E foi o que Pedro fez, até o fim de sua vida.

Quando fecho os olhos e imagino essa cena, sorrio. Sorrio porque vejo que não há coincidências. Sorrio porque vejo o amor de Cristo em mostrar novamente que tem um propósito especial para seus filhos. Quantas vezes nos envolvemos tanto com os negócios desse mundo: emprego, faculdade, amigos e tiramos de foco o verdadeiro propósito pelo qual estamos aqui, pelo qual fomos feitos filhos de Deus. Às vezes é necessário voltarmos ao cenário do início de nossa caminhada com Cristo, à "nossa praia, barco, redes" e contemplar aquele que nos buscou e nos disse: "Sua vida tem um propósito". E então podemos olhar tudo o que já vivemos e como mudamos. Como Ele nos mudou. E se olharmos bem, reconheceremos o seu agir, porque Ele não muda e talvez gritemos "É o Senhor!", ou nos joguemos no mar para logo ganhar seu abraço. Mas, seja como for,  como os discípulos, não ousaremos perguntar "Quem és tu?" pois saberemos que é o Senhor, aquele que continua agindo e escrevendo nossa história. Algumas vezes, só precisamos relembrar disso, e seguir em frente.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

E quando você pisca....

"Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos sabedoria" Salmos 90:12

É assustador quando prestamos atenção ao tempo, ele voa e nós passamos rapidamente. Já estamos no segundo mês de 2013 e tirei um tempinho para planejar o ano, afinal, Deus nos aconselha a ter sabedoria sobre como utilizar o nosso tempo. Então... aí vai meu plano pra 2013! 


----- Conte os dias você também! =]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mais que uma simples palavra.

EXCELÊNCIA.

                                         EXCELÊNCIA.

                                                                                           EXCELÊNCIA.

Tenho pensado bastante nessa palavra durante esses primeiros dias do ano. Não são poucas às vezes que me vejo rodeada por tantos compromissos que parece que não consigo fazer nada direito. Esses dias escutei uma pregação que falava sobre excelência. Fui relembrada de que Deus quer o nosso melhor, Ele deseja que tudo que fizermos vise a perfeição. Isso não significa que conseguiremos fazer coisas perfeitas, é impossível enquanto ainda temos o reflexo do pecado em nossas vidas, mas devemos planejar pensando em dar o melhor que pudermos para Deus.
Confesso que para mim não é fácil. Terminei o ano passado exausta por causa de tantos compromissos no ministério e na faculdade. Sei que muitas vezes não dei o melhor que poderia dar. E nessas horas o cansaço parece uma desculpa um tanto razoável. Mas não é. E sabe porque não é? Porque a obra não é nossa. Em Filipenses Paulo nos lembra "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade"... Deus é quem faz a obra! Devemos visar a excelência não porque temos condições de fazer algo perfeito, mas porque Deus quer trabalhar em nós e através de nós para atingir seus propósitos. Então, quando nossa desculpa é o cansaço, a palavra de Deus nos lembra "mas os que esperam no Senhor renovam suas forças, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." E é claro que se nos dispormos a fazer o melhor para Deus os frutos serão para sua honra e glória pois serão produzidos pelas próprias mão do Senhor.
Espero sinceramente ser lembrada disso dia após dia nesse ano. Que Deus quer que eu trabalhe para Ele com todas as minhas forças, pois quando elas me faltarem Ele me sustará e me renovará. Que eu não preocupe com a quantidade e, sim com a qualidade. E que eu possa dizer que "prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."                 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Viagem missionária

Voltei há alguns dias de uma viagem missionária de uma semana à Santa Vitória do Palmar. Sabe Atos 1:8? pois é.... acho que encontrei os confins da terra! Era difícil acreditar que depois de horas vendo "verde" por tudo que é lado encontraríamos uma cidade, e é sobre o que aconteceu nessa cidade "tão tão distante" que quero compartilhar.
Fomos para lá em parceria com a APEC, uma equipe de 7 "missionários de verão". Essa viagem foi um daqueles planos de Deus que não estão nos nossos planos, descobri que iria mesmo 2 dias antes da viagem! Nem sequer imaginava o que encontraria lá, não sabia nada sobre a cidade, só que iríamos compartilhar do evangelho, especialmente com crianças... bom, e lá fomos nós!






Trabalhei com uma equipe maravilhosa! Quando o alvo é o mesmo, não importa a cultura, o sotaque, as tradições, só que somos filhos do mesmo Pai. Não é incrível?







Tivemos a oportunidade de testemunhar do evangelho para mais de 500 crianças dentre as quais por volta de 200 confiaram em Cristo como seu Salvador!








Pude ser usada por Deus para testemunhar de seu imenso amor. Acho que esse foi um grande encorajamento para mim, ver Deus dando as palavras certas na hora certa e convencendo as pessoas do pecado e da necessidade de salvação. A Ele a glória!






Vimos Deus renovando nossas forças dia após dia. Saíamos para evangelizar nas casas de manhã, dirigíamos um clube de crianças à tarde e em algumas noites íamos às vilas para fazer teatros e contar histórias. - Isso sem contar os períodos de devocionais, ensaios e estudo das lições... Como dizia o Pastor Claudio: "afinal, o que você tem para fazer da meia noite às seis?". - Brincadeiras a parte, certamente Deus multiplicou o tempo e as forças.

A viagem foi certamente uma benção! Além de tudo que falei acima ainda conheci irmão queridos e lugares incríveis! Mas acima de tudo, fui relembrada de minha responsabilidade de proclamar a Cristo. Ver crianças tão prontamente recebendo o Salvador me fez chorar algumas vezes e pensar que muitos ainda precisam ouvir. Deus nos escolheu para anunciar, esse é nosso dever, mas a obra, essa é somente dele e para Ele!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Era uma vez....

       Era uma vez uma simples camponesa que assim como suas irmãs e amigas sonhava com um futuro mágico, cheio de brilho e perfumes, mas que vivia com o pé na lama. Ela acordava cedo para ajudar na plantação de seu pai, colhia dos frutos da terra, mas seus pensamentos vagueavam para muito longe dos cercados que contornavam as plantações, ela sonhava em um dia conhecer um príncipe que a levaria para bem longe dali e mudaria a história de sua vida para sempre. Mas a realidade era cruel e muito diferente de seus sonhos mais profundos, quando ela chegava em casa depois do longo dia de trabalho olhava para si mesma em um espelho pequeno e embaçado que ficava em um cantinho da casa e pensava "Eu nunca vou me casar com um príncipe! Olhe para mim! Tão suja, cheia de lama, não sei nem falar direito!" E desatava em prantos silenciosos, para que ninguém de sua família suspeitasse de seus lamentos e risse de seu sentimentalismo. Dormia em meio às lágrimas para no dia seguinte voltar a mesma rotina de sempre, ao menos a natureza de alguma maneira conseguia trazer brilho a sua vida tão simples. Ela era uma sonhadora que amava os cantos dos pássaros e fechava os olhos para escutar a música que os ventos produziam ao passar entre as folhas, algumas vezes a música parecia ser para ela, uma doce melodia que revelava algo além de sua vida pacata.
       Dias se passaram até que um dia um príncipe apareceu em sua região. Ele era um músico e a camponesa logo se encantou com sua doce voz. Teria ela uma chance com esse príncipe cantor? Ela deveria tentar. Acordou na manhã seguinte bem cedo, arrumou-se e foi até as plantações entoando canções que sua mãe havia lhe ensinado quando criança. O príncipe que passou por ali alguns momentos depois se encantou com sua doce voz, pegou seu instrumento de cordas e começou a cantar junto a ela. Parecia um sonho, não, era mais lindo que um sonho pois ela podia sentir e ouvir claramente. Mas, a "doce" realidade durou pouco, a camponesa logo percebeu uma aliança na mão direita do príncipe  que para sua surpresa revelou-lhe ser noivo de uma princesa e que estava para se casar em poucos dias. Suas esperanças acabaram e o príncipe lhe pareceu um sapo. Como ele ousava cantar junto a ela e fazê-la de boba? Essa foi sua primeira ferida em seu coração, descobriu que a vida era cruel e que ter seu coração partido doía mais do que viver um sonho que nunca se realizaria.
          Mais alguns meses se passaram, a frágil camponesa voltou a sonhar com seu conto de fadas enquanto os pássaros cantavam, mas a música não era mais a mesma, um coração partido nunca volta a escutar a mesma canção com o mesmo espírito. Outro príncipe apareceu nos arredores de sua região, todas as meninas falavam de sua beleza e a camponesa voltou a sonhar, mas sonhava agora não com tanta intensidade. Porém, quando viu o príncipe, parece ter encontrado o significado da palavra príncipe encantado que vivia em seus contos. Ele era o homem mais lindo que já tinha visto, tão lindo que parecia um anjo. Quando seus olhos se encontraram com os dele, não teve dúvidas de que estava novamente apaixonada. Sonhou por dias com ele e sobre como seria sua história se ele a pedisse em casamento. Ela precisava fazer algo, queria ao menos escutar o som de sua voz. No dia seguinte soube que ele falaria em público, não fazia ideia do assunto, mas sabia que estaria presente. Se arrumou, com sua roupa mais bonita, que ainda assim era simples demais, mas tinha certeza que se tivesse oportunidade de falar com ele, faria o possível para mostrar quão doce e amável ela era. Chegou no meio do discurso, ele falava sobre assuntos políticos e ela demoraria para esquecer as palavras que ouviu. Nunca escutara tamanha arrogância. Ele falava dos pobres camponeses como se fossem a camada que trazia o desgosto ao Império, dizia que era melhor que trabalhassem e produzissem pois era nisso que se resumia sua existência. A camponesa se sentiu menor do que a mais baixinha das crianças. Sentiu sua honra ferida e as duras palavras penetrando seu coração que sangrava novamente. Pensou em como era boba em pensar que um dia seria mais do que uma simples colhedora das plantações. Era melhor se conformar afinal, os pássaros e o vento eram melhores amigos que seus sentimentos.
       Mais tempo passou e sua vida parecia voltar ao normal. Esqueceu dos príncipes, das histórias, dos contos de fadas e se concentrou em seu trabalho. Um dia, ao final da tarde, quando arrumava umas velhas caixas que estavam escondidas a anos embaixo de sua cama, encontrou algumas folhas velhas e amassadas. Havia alguns escritos ali, mas ela só conseguia decifrar algumas frases. Ligou seu pequeno abajur na cabeceira da cama e leu o que não havia se consumido com o tempo, dizia: "Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai". Eram as mais lindas palavras que vira em toda a sua vida. Quem era esse que tinha palavras tão puras e profundas. Seu coração parecia curar cada vez que repetia essas palavras para si mesma e guardou-as em secreto, sabendo que o escritor delas seria para sempre o seu amado e que esperaria por ele, mesmo que ele nunca viesse ou fosse apenas uma sobra do passado. Voltou às suas caixas embaixo de sua cama, esperando encontrar mais alguns escritos de seu amado, mas nada encontrou a não ser papéis queimados e rasgados. Nada poderia fazer a não ser esperar. E ela esperou. 
       O inverno daquele ano passou, as primeiras flores da primavera começaram a brotar, trazendo consigo o doce aroma entesourado para essa  época do ano. Juntamente com a primavera, chegaram nas redondezas, um grupo de pessoas, contadores de história de um livro - era assim que os plantadores passaram a chamá-los. Dos que tinham a oportunidade de escutar suas histórias, duas reações eram comuns: ou os achavam loucos, por acreditarem que as histórias do livro eram verdadeiras; ou voltavam totalmente diferentes, como se a história tivesse mudado suas vidas para sempre, virando também contadores da história do livro. A humilde camponesa, que nunca deixara de gostar de contos de fada, foi ao encontro dos contadores de história, mal podia esperar para escutar as palavras que estavam causando reações tão adversas. Se assentou junto à pequena roda de pessoas que se aglomerava ao redor dos contadores, ansiosa para escutá-los. Sim, ela estava ansiosa e esperando uma história impressionante, mas nada que tivesse imaginado se comparava a surpresa das palavras que escutou assim que se sentou. A mesma frase que a acompanhara e aquecera seu coração no inverno frio e solitário, era a frase que estava sendo falada naquele momento: "eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai". Seus olhos se encheram de lágrimas novamente, mas dessa vez eram lágrimas de alegria, pois aquelas palavras pertenciam ao Autor da história que estava narrada no livro. E a história do livro era a história do próprio Autor e de seu grande amor que naquele momento era contada por aqueles homens. A história tinha um começo grandioso, um cenário grandioso, onde feitos do Autor brilhavam em poder! Infelizmente a história seguia de maneira trágica, ilustrando o grande amor do Autor e a constante fuga e desonra de sua amada. Mas o final, ah, o final! Era indescritível, inimaginável, incrível! O próprio Autor dando sua vida por sua amada, no que certamente era o momento mais trágico de todo o livro, mas não permanecendo morto, pois nem a morte era grande de mais comparada ao Autor, que volta, restaurando a honra de sua amada. Naquele mesmo instante, a camponesa soube que a história era real, como poderia não ser? A história tinha vida, que pulsava através de suas páginas, vida capaz de transformar e tocar outras vidas, inclusive a dela. Não, ela nunca mais seria a mesma, pois a melhor parte da história, era que o Autor estava vivo e que também queria transformar seu coração endurecido, se ela tão somente acreditasse nEle e o deixasse entrar em sua vida. Não havia dúvidas, ela queria, aliás, ela poderia gritar, cantar, dançar, dizendo "Eu quero!".
       A partir daquele dia, ela nunca mais seria a mesma, agora ela sabia que era amada e que continuaria sendo amada para todo o sempre. Ela havia encontrado o único príncipe capaz de amá-la da maneira que ela precisava, com perfeição e intensamente. Ela não podia vê-lo, mas sabia que estava em seus pensamentos e sonhos e que um dia viria buscá-la, como prometido no livro. E ela esperaria o tempo necessário, mesmo que ainda tivesse que passar por muitos invernos frios, nunca mais estaria sozinha.
        E o tempo passou, a camponesa casou com um camponês que também acreditava no Autor da história e aguardava sua volta. Ela o amou muito, pois com o coração pulsando com o grande amor do Autor, ela finalmente estava pronta para amar alguém tão imperfeito quanto ela, mas que caminhava ao seu lado, rumo ao "Felizes para sempre". Ah, ela viveu feliz, muito feliz ao lado de seu marido e filhos que chegaram depois, mas esse é só o começo. Pois depois de muitos invernos, em uma escura noite, uma voz nunca ouvida, mas familiar, a chamou em meio a seu sono, ela não sentiu medo pois o sorriso que viu a seguir, ela sabia de quem era. O Autor havia vindo buscá-la, como prometera. Ela sorriu de volta e segurou em suas mãos firmes, às mesmas que a sustentaram durante toda sua vida. E então, uma nova história começou, uma história tão bela e perfeita que somente o grande Autor poderia escrever, e Ele está escrevendo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Fazendo a Diferença

"Não deixe que a rotina faça com que você se acomode" - é o que tenho dito para mim mesma ultimamente. Vejo os mesmos lugares, converso com as mesmas pessoas, faço as mesmas coisas dia após dia, é tão fácil simplesmente "tocar pra frente" porque tentar fazer diferente, na maioria das vezes, ASSUSTA. E com isso, não quero dizer que devo abandonar minha rotina, meus compromissos, mas que deveria ao menos tentar mudar o que sei que devo dentro da minha caminhada diária.
Por exemplo, vivo dizendo que não tenho facilidade para memorizar versículos, de tanto dizer isso, parei de tentar, acreditando cegamente que não conseguiria. Tentar de novo parecia cansativo, até que esses dias li uma frase que questionava a maneira que tentamos: "quando dizemos que tentamos, será que tentamos até que todas as possibilidades se esgotassem?" No meu caso, sabia que não. Então resolvi mudar, dentro da minha rotina acharia uma maneira de memorizar versículos e comecei, logo descobri, que se escrevesse eles tinha muito mais facilidade de lembrá-los.... duas semanas depois, tinha decorado todo o primeiro capítulo de Filipenses. 
Esses dias me surpreendi quando uma menina de 12 anos aceitou meu convite e veio a Igreja. Fiquei pensando "que raridade, difícil alguém aceitar um convite sem ao menos ser conhecido da pessoa", mas daí refleti, qual era a última vez mesmo que tinha convidado alguém na rua para ir a Igreja??? (nem consegui lembrar a resposta para essa...). Costumamos tachar algo como impossível, mas se deixássemos o Deus do impossível agir, veríamos que a maioria das coisas que entendemos como raridade, na verdade poderiam ser acessíveis. 

O Deus Todo Poderoso espera que façamos a diferença e que façamos diferente. Que andemos ao lado de nossos amigos e inimigos, mas não sem rumo, não sem objetivo. Que sigamos em frente, mas olhando para o alto. Que rumemos em direção ao caminho que Deus nos mostra, sabendo que Ele tem um plano incrível e único para cada um de nós que fomos alcançados por sua graça.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Há Tempos

Hoje, ao olhar para trás , percebo que tudo que já aconteceu em minha vida, aconteceu no momento certo. Apesar, de muitas vezes, o momento certo, na época, parecer o momento errado (é sempre mais fácil entender os acontecimentos depois de passarmos por eles). Há fatos que ainda não compreendo, mas creio que inclusive o tempo de compreendê-los está determinado.
Nasci no tempo  certo, apesar de defender valores que estão desaparecendo nos dias atuais, acredito que o tempo é certo justamente por isso, para que eu faça a diferença. Tenho uma família que amo, amigos que amo e tenho certeza que Deus pensou em cada um desses desses detalhes, para que eu estivesse aqui exatamente no tempo de vida dessas pessoas maravilhosas.
E quanto à morte? Sei que há um tempo determinado para ela também, o que é um grande consolo, pois sei que nunca eu ou as pessoas que amo partiremos antes da hora certa. Nada foge do controle soberano de Deus.
Houve tempos em que plantei, aliás, plantamos ações todos os dias, minutos e segundos. E sim, sempre há tempo de colher o que plantamos, quer nossas ações tenham sido boas, quer nossas ações tenham sido más.
Há tempo de matar, penso que a luta por matar aquilo que destrói nossas vidas, o pecado, é constante. Mas há o tempo de cura, período em que as feridas deixadas pelo erro, por outros, ou por circunstâncias começam a cicatrizar. Ah! E o maravilhoso é que mesmo em processo de cura podemos ajudar a curar outros ao nosso redor, com certeza, estamos cercados de pessoas feridas.
Tempo de derrubar. E como construímos coisas inúteis em nossas vidas! É necessário ter coragem para derrubá-las e reconhecer que muitas vezes construímos sobre a areia. Também há tempos de derrubar os muros que construímos ao nosso redor, muros que construímos para que ninguém nos "fira" novamente. É arriscado, mas viver é sinônimo de não desistir de tentar.
Porém, também há tempos de edificar. Construir planos e sonhos. Deixar que Deus seja a Rocha a sustentar nossas construções enquanto trabalhamos incansavelmente para que nosso edifício não seja medíocre.
Houve tempos em que chorei. Tempos esse que pareciam intermináveis. Chorei de saudades, chorei de medo, chorei pelas feridas que demoravam a cicatrizar. Mas esse tempo se vai assim como a lágrima seca e desaparece. Então, chega o tempo de rir, rir por ser amada, rir por ter amigos, rir por vencer desafios, rir por acreditar que as promessas de Deus nunca falham.
Há tempos de fazer coisas simples e rotineiras como ajuntar e espalhar pedras.
Sim, há tempos de abraçar. Tempos em que as palavras não conseguiriam trazer o consolo necessário ou expressar a alegria de um momento. Mas há tempo de afastar-se de abraçar, tempos em que a solidão é necessária para que compreendamos o que realmente é a vontade de Deus.
Houve tempos que busquei, busquei alcançar metas, busquei amigos, busquei... mas também houve tempo em que perdi muitas das coisas que havia buscado. Mas nunca perdi o que busquei em Deus. Lembro do versículo que diz: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". O mundo... eis algo que vale a pena perder.
Tempo de guardar. Guardar lembranças. Há lembranças que lutamos para não esquecer, lembranças de pessoas que amamos e que já se foram. Mas há lembranças que também precisam ser jogadas fora, esquecidas, pois guardá-las só trará amargura às nossas vidas.
Há tempos de falar e tempos de se calar. O problema é houve tempos em que confundi os dois. Mas há muita sabedoria em saber o tempo certo de se falar e o tempo certo de ficar calado, a palavra dada a seu tempo tem mais força do que a própria força física. Em compensação, a palavra no tempo errado, pode destruir o que deveria ficar de pé.
Também há tempos de amar e tempos de aborrecer. Talvez o mais difícil seja o tempo de esperar. Porque se não aprendemos a esperar, passaremos a odiar e consequentemente não viveremos o tempo de amar. Esperar é difícil, mas ao mesmo tempo gratificante pois esperar produz perseverança e essa é uma qualidade digna de honra.
Também vivi em tempos de guerra. Tempos em que precisei lutar para não desanimar. Tempos em que eu me sentia pequena demais perto das circunstâncias horríveis que me cercavam. Mas é nos tempo de guerra que mais aprendi. Aprendi a confiar em Deus, aprendi que a dor molda nosso caráter e que nem sempre perder é sinônimo de fracasso, pois nas derrotas aprendemos a vencer. E foi nos tempos de guerra que aprendi a caminhar com Deus, que aprendi a descansar em Deus. Então vêm os tempos de paz, onde renovamos nossas forças, onde curamos as feridas e nos preparamos para lutar novamente até o tempo que nos foi determinado.


Pensamentos sobre Eclesiastes 3: 1-8